pira

i’m the wonder in your eyes

i can’t see what you see that i am

talk of moon in empty skies

i can’t see what you see that i am

blur of sugar under stinging covers

i can’t see what you see that i am

rush for holiness between breathes from insomnia

i can’t see what you see that i am

flow of seas sung by waterfalls in a rain forest

i can’t see what you see that i am

steps of a dance you lead to be followed by me

i can’t see what you see that i am

mirror for your heart on the hope for the best of chance

i can’t see what you see that i am

looking at me looking at him

he can’t see what i see that he am

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Um comentário sobre “pira

  1. Os comentários podem tirar algo da graça de descobrir o poema (é a autora falando sobre a criação, induzindo o olhar da leitura), mas também podem acrescentar a graça de que a explicação da atmosfera de criar algo não necessariante explica como se chega a esse resultado nem como o resultado se modifica ao olhar do outro. O inexplicável do processo produz encantamento a quem escreve, que se vê povoado de imagens, histórias, emoções, intencionalidades, leituras, porém o resultado final acaba sendo algo diverso do que parecia a princípio e ao meio, tanto mais ao fim, que a quem escreve não mais pertence. Estava no aeroporto em Curitiba às 5h da manhã, voltando a Porto Alegre, não podia tomar café por estar fazendo clareamento nos dentes. Com a cabeça tédio-sonolenta esperando a chamada para embarque na aeronave também em ritmo adormercido, ouvi esse refrão e o repeti algumas vezes: i can’t see what you see that i am. Decorei-o, como uma música. Faz um tempo que ando com o poema “Quadrilha”, de Drummond, no pensamento, devido a pensar no jogo tático de desencontros dos apaixonamentos, fulana gosta de fulano que gosta de fulana que gosta de fulano que gosta de fulano que se casará com aquele outro ex-prometido de fulana que… Complexo. Além disso, no desencontro, as ilusões ou esperanças do potencial espelhamento projetivo no outro, que revestem o outro do desejo e ao mesmo tempo sendo esse desejo a pura expressão de si e não do outro, por isso a complexidade da correspondência em formar pares (qual a comunicação clara e bem-sucedida? julguem a venda dos automanuais!). A paixão como essa dependência química do outro penosa de curar e que ao mesmo tempo investe nosso melhor e pior no outro, nossos sonhos e nossos temores. Partindo do refrão fui criando o restante apenas com essas ideias e sensações (em paisagens oníricas) e na certeza da repetição e de ao menos a presença de três personagens: o ser apaixonado, o objeto da paixão que não corresponde o olhar apaixonado, cujo investimento apaixonado é sujeito para outro objeto que não se reconhece como objeto e sujeito correspondente da paixão deste. “Pira” é a fuga, a prova a que alguém é submetido e a perda do juízo, conforme o dicionário. O inglês é influência cultural da formação em segunda língua/literatura e das músicas, seriados, outras mídias… Preciso de ajuda de dicionários nas construções.

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