fluxo

agora. nas vozes do agora. no tempo do agora chama. agora. palavra potente para o teatro. shakespeare chama a respiração para o palco. encha os pulmões para ficar suspenso. voe para um cenário nunca dantes visto. cuidado com o teto, e o lustre. sinta o corpo de pé, no sofá ou na poltrona. as poltronas de veludo parecem sempre vermelhas. não há tanto conforto no cinema, a emoção alheia tira o flow do foco, diga não às pipocas na manteiga, seu nariz se habitua, não o do outro. e quando se sai daquela viagem para outra estratosfera para onde é o retorno? é o filme ainda aqui fora, já calou o violino, quando o tédio bate não ligamos o pensamento na sua trilha sonora? danço pelas paradas de ônibus, não reparem, preencham com música. radiohead não é um nome de banda genial? todo mundo, ao menos pela amostra que faço do mundo em mim mesma, tem uma rádio tocando no aleatório dentro do comportamento verbal, como um sonho consciente conversando com alguma memória um pouco menos consciente. tenho uma pequena teoria de que somos os ratos nas escolhas de nossas memórias. por exemplo, se eu vejo alguém bem de touca cinza, é provável que eu atribua garbo e fineza ao vestir touca cinza e num futuro próximo isso influencie o fato de eu me sentir atraída a experimentar o cinza mesmo que eu tenha pensando que gostaria de testar-me em uma touca creme. nós também temos muitos nomes para o branco embora não conheçamos neve, mas eles adquirem adjetivos materialistas, o creme, o marfim, o pastel, nunca saquei muito qual é a desses tons para o branco ser menos insuportável na vestimenta. anos e anos de formação na área da saúde usando branco, mais bem que a área da saúde que escolhi é das humanas, tem azul, verde e tintas, daqueles testes projetivos e das projeções no branco do processo ainda não nominado. nem entro nesta paixão senão me desengano a escrever até perder o ponto.

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2 comentários sobre “fluxo

  1. fluxo de consciência levemente revisado a pretexto de exercício. não seria o texto uma colagem de figuras não coladas em posições ensaiadas em que o leitor gruda com o autor a relação para a busca de sentido perdida nas pistas do que não diz o texto? a arte não parece essa relação quase espiritual? fico imaginando as reações de deus no preview de shakespeare e de star wars. só pode ter valido a pena.

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