de formiga a céu inteiro

lua temprana desponta a tarde

ensurdece carpideiras

cigarras que o verde ardem

 

descampado e formigueiro

terra crepita choro de rio

 

alma é água

eu nada

massa acelerada

sentido no vazio

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Um comentário sobre “de formiga a céu inteiro

  1. Engraçado como quase todos os versos desse poema são frases quase definitivas, que não permitem discussão (mas geram reflexão). Sempre imaginei a alma como uma poça de água: em alguns mais profunda, em outros quase rasa. “Cigarras que o verde ardem” me evocou a ideia de que talvez o verde seja um suplício para as cigarras, que estão por aí gritando de dor e achamos que elas cantam de felicidade – a dor anda tão perto da alegria, não é?

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