caixa de morangos

vermelho e suco a derramar o céu

absurdo

o de lavar a areia dos morangos quando na memória mirava a terra espanada pelas mãos de seu avô direto encontrados nos baixos pés à altura de onde a novidade se escondia

agrotóxico e água do afeto até o azul se pôr

não era infância, nem mais tinha avô

todo o sol se nos decore é dia

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Um comentário sobre “caixa de morangos

  1. Gostei das cores do poema – todas elas se espalham. Tem o suco vermelho do morango, o azul do céu e a força queimante do amarelo do sol. Muito sensorial (isso sem contar a variação de infância perdida para infância relembrada para sem-mais-infância).

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