cansada de mim pele e ardor de costas

palavra em ti vi texturas

delírio de nervos e fibras feito caixas de ovos

dimensionoprojetadas em suas casas pardo-cinzas

saltava de tela atrativa em áspera resposta

a dizer que ainda dormia ao frescor dos que abertos sinestesia

de sonho acordados no escorrega adentro dia

sem saber aonde tempo fora e quando volta

dançar o que sou sei são no movimento

celebração da vida no atrito dos limites do agora

sopro no olho areia que em si cai vai e é vento

se lança para reter o que fica

produto de pérola ou apenas mais mágoa

magia da vida como se não bastasse ela

preciso é vivê-la

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Um comentário sobre “

  1. Gostei bastante! Passou muito a ideia da vida como atrito entre pele e cotidiano. Lembrei-me de uma frase que esses dias vi em algum documentário: “a pérola é o sonho da ostra”. Em seguida desconstituíram essa afirmativa, dizendo que a pérola era um erro, um grão de areia que entrava no lugar errado e se desenvolvia como uma aberração, mas quem disse que erros não podem ser bonitos, não podem ser sonhos? O teu poema me evocou essa lembrança. Gostei muito mesmo. 🙂

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