brumadinho de dentro

olor brumoso

alta tarde

espaço inteiro

felicidade

universo finito

corpo flecha e alvo

debaixo e crescendo

vapor onda e terra

pé e contato

chiado espumoso

som cabisbaixo

sutil altivo

sorriso

riscado de rosto

fio em canto de boca

até brilho do olho

caído

roda e viva

corda e linha

tece estende corta

dança e fia

maravilha

encantar a sorte

até onde mova

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Um comentário sobre “brumadinho de dentro

  1. Um poema cheio de sons externos e internos; praticamente o retrato de uma série de sensações, mas de um jeito desconstruído, intenso. O final lembrou a Hilda Hilst: “Ainda que o trem se mova, filho, tu não te moves de ti”. 🙂

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