por que não é sempre chuva
quando insone?
celebração de que há dentro
o que fora conforta
lugar seguro
imaginar que todos sentem o mesmo
descartando temporariamente
o inequívoco da realidade
prazer de líquido aquecido
sirva-se da sua xícara preferida de
a minha é de café com leite
lenta a chuva borra as nuvens
cascas de tinta despegam do céu
o escuro pintará a parede de noite
depois de um último sorriso laranja
às vezes contente é perceber
aqui tudo o de que preciso
papel em branco e tinta azul em palavras
café com leite, livro nas últimas cinquenta páginas, coluna sentindo o esqueleto em posições no sofá, a Lua se dando banho escorada às minhas pernas
incrível como suas patas acham minhas costelas

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