você falou comigo. me esforço para não perder a tabuada do 7, mas seu livro em noz sobre o real e o tempo imaginário me encontrou para me dizer que o universo, diferente do que einstein previu, surgiu do nada, não é infinito. einstein errou, poderia ser somente outro dito em face do seu humor, e só alguém tão fundamentalmente humano, com tesão em duas rodas (putz, sua cadeira tecnológica acabou com meu gracejo), poderia causar essa sensação de proximidade a outra pessoa não conhecida. costumava pensar que pessoas expandiam o universo, mas, como diz foo fighters, acho que o mérito é o céu se tornar vizinho, ou melhor, nossa casa, e pessoas como pessoa eu, sem experiência de gravidade zero, talvez com uma certa ideia em gravidade dramática pelas coisas inexatas, puderam ousar universo e dizer dele não tão desconhecido. não o vejo, mas em suas palavras soa tão alto que consigo sonhá-lo. agradeço por sua humanidade, também sabida ao dizer, entre conselhos aos filhos, seria ficcional ou verídico?, que o amor é uma sorte de que não se deve abrir mão e que deus jogaria dados (you bastard!). sabe o que penso?, coisa pueril de poesia meio no limite do delírio do pensamento, que o big-bang foi um grande orgasmo de deus, porque ele queria sentir, e o que ele não previu foi que, ao criar a dor, gêmea do prazer (dois amantes, dois irmãos… já diria juninho), a dor seria assinada em seu nome e do ódio, do (auto)flagelo, do poder, da vingança, das indústrias do não sentir… quando tudo que ele quis foi orquestrar o amor numa constante onda sonora autorreprodutora por gerações sincronizadas até as derivações mais sutis como as bocas satisfeitas, o sussurro do mar, o aprender, o olhar de contemplação e o vibrar na emo(a)ção das pessoas… partículas de estrelas, conscientes, ou quase, de nossa própria banal e poética cosmogonia, imperfeitamente completos quando nos amarramos uns aos outros como luz de uma linguagem sem verbo, no princípio era o nada. tão simples quanto bizarro, lama, o dalai, disse, existimos para existirmos (what the fuck?!), e não é apenas isso?, essa consciência como casa do sagrado maravilhosa… imaginei você em todo lugar, quando a luz perde em amarelo o verde da folha, nos sapatos vermelhos da senhora de cabelo curto loira que caminhava à minha frente, no calor do fim do dia e quando o céu se desbotava em fim de blues para ser tocado de noite. partícula curiosa, viaje por buracos negros ( 😉 ) e nos conte de tudo o silêncio em que todos iremos nos reencontrar. fly, hawking!

Anúncios

2 comentários sobre “

  1. Que bela homenagem, ele teria adorado ler (Stephen Hawking era uma pessoa muito divertida, e sabia que o grande, o inefável segredo do universo era nos divertirmos, e quem nos garante que Deus, no meio do Orgasmo Primordial, não deu uma gargalhada, e daí saiu tudo, de uma mistura de gozo, surpresa e diversão? Nós que complicamos a vida, hehehe). Só fiquei com uma dúvida: não sei se prefiro os teus poemas ou teus textos em prosa poética veloz e furiosa…. tivesse eu a inteligência do Hawking talvez conseguisse responder, mas certo é que teus textos – seja lá qual for o formato – escondem buracos negros dentro de si.

    Curtido por 1 pessoa

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s