queen mab

escuto à percepção além sensória. imaginar expande o que comunica o desconhecido. a vontade age mais que o corpo desgastado de deus para as coisas sem nome na teia das coincidências. se existir, sorri ao sol com lufada de bagunça dos cabelos à fronte desamparando as costas, como que dizendo conversas e somos tu em mim. tenho conversado com todas as coisas. na poesia a experiência do espírito. na razão o decalque frágil por mãos não escolhidas, e que escolhem. medo de perdê-la. com a distância da escrita, rio disso, ao que ajudam as trilhas organismo rádio para plasmar perguntas, vergonhas, amores e danças. ouço, no escuro sem fundo, no raso lago sem borda, a gota a contratempo, de baixo para cima se entrega à constante esfera, não o suficiente grande para não a querer segurar entre as mãos. não a toco. detenho a mim diante sem reflexo. no prata uma transparência d’água. o nada visto reverbera o que preciso saber. caminho árduo, aprender em leveza de pesares recompensa caminhada. sim, não confio, caminho exige entrega de não se segurar a nada e integrar-se a toda forma de tudo, caótica, bela, indiferenciada. impreciso seguro falseia existência é encontro, luz com escuridão. abrigos falsos desviam os nós da verdade. estaria presa a quantos deles? qual guia o caminho? aprendo apesar de eu, maior obstáculo, grandeza que não exclui inquietação. mudança e contemplação como céu ainda céu para nuvens ainda nuvens. ação para o medo, respeito, amor e falta, inexata equação. confiar agora, caminho do meio onde somos. difícil, persisto como se no princípio era o certo. tiro o contente a proveito das coisas assombrosas e mínimas, dos desconhecidos, dos desencontros, dos encontros, e se me afetam causa e consequência, não preciso estar viva? da performance saio antes de mim. atrasos, me os dou como liberta. vida para morrer, morte para viver na flecha do tempo mais do que a sorte. converso com o tempo, com estranhos, com mortos, com nuvens, com personagens, com insetos, com poças, com espelhos, com máquinas, com amigos, com familiares, com sentimentos, com pensamentos, com máscaras… converso contigo. ilusão? medo de perdê-la, razão ao desafio de às aranhas flores… imagino lição, entrega ou picada? afinal, do quê o medo se não a verdade de ressurgir das areias do sonho de novo e de novo? talvez receio, o fio no movimento tensionado rompa, sem tocada às mãos única melodia. o silêncio? a gota sobe à esfera.

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Um comentário sobre “queen mab

  1. Observação: sobre intertextualidade construída a posteriori: encontrei resenha de texto sobre “Mulheres que correm com lobos” e achei (com miolos na parede e fogos de artifício!) que tem muito a ver com minha pessoa e com este texto (nota mental – preciso reler este livro!): https://circulosagradofeminino.com/2018/04/04/a-mulher-esqueleto/. Outros intertextos: https://www.youtube.com/watch?v=oBIOBtNU5sM; e https://www.youtube.com/watch?v=hcRZ9zyLqlA; e https://www.youtube.com/watch?v=pRXx6zPxDmQ 😉

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